Sendim / Mirando do Douro, 13 a 14 Novembro 2010

Na sexta-feira de uma semana de grandes temporais e de alertas amarelos, laranjas e vermelhos, uns confiantes no S. Pedro e outros nem tanto, partimos rumo a Sendim… Pelo caminho, paramos numa estação de serviço do IP4, onde nada aconteceu que seja digno de comentário, que me lembre (eheh...).

Sábado pela fresca, fomos até Miranda do Douro, início da caminhada e onde vimos logo o rio que seria nosso companheiro durante todo o percurso. A Berta avistou o pequeno 2 marcado na pedra e depois entre subidas e descidas, fomos cansando as pernas e descansando a cabeça, caminho fora… Paramos numa capelinha, na Aldeia Nova, onde almoçamos, pensando no belo dia que estava e que belo cenário seria para uma grande festa... A caminhada foi boa e dura, principalmente para os pés da pobre Eduarda, mas lá chegamos a Miranda, a tempo de colhermos uns belos marmelos que um senhor nos ofereceu. Chegados a casa, foi tempo de tomar um banho reconfortante e ajudar no jantar…

A companhia e a comida foram maravilhosas. Ao Alfredo, à Angelina e à família, que nos acolheram tão gentilmente, somava-se a malta que veio do porto e quem veio de mais perto, de Sanhoane. As batatas e legumes da casa, as alheiras transmontanas, as castanhas assadas, a lareira, a jerupiga,… foi um belo serão e só não falo mais nele para não parecer preguiçosa ao falar mais do descanso do que da caminhada…

Foi no portão da casa onde ficamos que começou a caminhada de Domingo. Descemos, descemos, descemos, primeiro ao lado de umas belas oliveiras e depois com o mesmo belo sol e o mesmo belo rio do dia anterior e, como disse o Jorge, depois de uma grande descida há sempre uma grande subida! E assim foi… Subimos mais do que pensei necessário para chegar a uma nuvem, com alguns presentes pelo caminho: amêndoas, melancias, maçãs… (O Fernando até comeu um cacto!). As pernas ainda aguentaram um passeio pela aldeia para terminar a tarde…

As paisagens ficaram nos olhos dos domingueiros e na máquina atenta da Luz. Conseguia dizer mais sobre esta caminhada, de que tanto gostei, mas para não maçar mais remeto para as fotos, onde só falta o som dos pássaros e das conversas amenas.

Na despedida, o lamentar do fim da aventura, o sabor de um fim-de-semana bem passado e um “Até à próxima”.