Gerês, 22 Março 2009

O dia começa bem cedo para os domingueiros! Marca 7 horas no relógio e já começa a boa disposição na área de serviço da Trofa na A3 com 30 elementos a comparecerem para rumar mais uma vez até ao Gerês.

Pelo caminho paramos próximo da barragem da Paradela para esperar por alguns carros que ficaram para traz. Pouco depois chegamos ao destino. Paramos os veículos junto a um aqueduto de águas onde iriam começar os prometidos 22 km.

A boa disposição era visível no grupo já todo de mochila as costas ansiosos por começar encosta acima, começando a subir deparamo-nos com grande parte da encosta queimada, o que é triste ainda não chegou o calor e já temos paisagens destruídas.

O arranque do percurso foi terrível com uma subida de tirar o folgo a qualquer um foram +/- 2,5 km sempre a subir, chegando lá cima a vista era fantástica paramos um bocado para agrupar e recuperar energias, já íamos todos camuflados de raios negros derivado a parte da subida que tinha ardido.

Continuamos rumo ao vale glaciar do Coucelinho sempre com cuidado pois tínhamos que encontrar o melhor percurso por entre a carqueja e (ramais) de água que iam aparecendo.

Chegando à Ribeira das Negras vimos o primeiro prado já povoado pela toupeira e com um azevinho muito bonito que chamou a atenção do grupo.

Continuamos sempre na companhia dum sol radioso. Pelo caminho muitos vestígios dos famosos garranos mas não tivemos a felicidade de ver nenhum, já o estômago roncava quando encontramos outro prado, este com abrigo pastoral e três vacas no pasto. Paramos aqui para almoçar, e não faltou melodia para o almoço ao som das sinetas penduradas nas vaquinhas.

Logo a seguir avançamos pelo percurso previsto até ao vale glaciar do Coucelinho onde fizemos mais uma pequena paragem para recuperar o fôlego e pôr a costura em dia.

Não há muito descanso pois o relógio não pára, continuamos até as Lagoas do Marinho onde encontramos o dono dum grupo de vacas que pastava junto a uma das lagoas onde questionamos o senhor se daria para cortar caminho descendo o monte pela encosta até ao estradão ou dar a volta e apanhar o estradão no ponto mais acessível o que seriam mais meia dúzia de km além dos já longos 22 km. Ele conferiu que seria mais perto descer a encosta e prosseguimos em direcção ao estradão pela encosta, mas o que parecia fácil tornou-se duro e difícil as dificuldades eram muitas, bastante mato com muitos falsos e partes com muita inclinação, mas foi esta dureza que nos fez sorrir ao chegar ao estradão, o grupo já com sinais de algum desgaste partiu para a última etapa de 10 km de estradão até aos carros, pelo caminho o sol já se ia despedindo e parou um jeep com um casal dentro que prontamente se disponibilizarão para dar boleia a quem carecesse. Logo encheu os lugares vagos pois como era de esperar já havia elementos muito cansados, seguindo estrada abaixo finalmente chegamos aos carros já de noite por volta das 19h30. Mais uma caminhada concluída com êxito dos domingueiros.
Venha a próxima!


Obrigado a todos que compareceram………….