Ponte Lima, 11 Maio de 2008

Caminho de Santiago, de BTT

Tirada a foto de grupo na ponte sobre o rio Lima, partimos de Ponte de Lima, pelo centenar trilho que os peregrinos seguem até Santiago de Compostela. Segue a "flecha amarilla" e lá chegarás.

Apesar de pouco preparadas(os) para o verdadeiro todo o terreno, as(os) corajosas(os) domingueiras(os) atiraram-se de cabeça para a actividade. Por falar em atirar-se...houve quem se atirasse mais que uma vez. Sempre que viam um local mais fofinho, lá estavam elas a atirarem-se para o chão, mas sempre sem consequencias de maior!

A paisagem rural era bela, tudo muito verde. Não haviam duvidas, estavamos no Minho. Com os campos a diminuirem de quantidade, começamos a entrar na montanha. As subidas passaram a ser violentissimas, sempre com a bicicleta à mão e muitas vezes a carrega-la. Falava-se não da segunda prova de BTT dos domingueiros, mas sim a primeira de halterofilismo!!
"O caminho faz-se fazendo.", uma das maximas que se aplicava muito bem ao momento. Com muita entreajuda, chegamos à desejada casa do guarda florestal, onde almoçamos.

Com o percurso a descer, conseguimos ultrapassar alguns dos peregrinos a pé que nos tinham ultrapassado anteriormente, e voltamos para as zonas rurais. Passamos por igrejas romanicas e pontes medievais, um tractor causou um engarrafamento de bicicletas, mas faltava uma ultima subida até São Bento da Porta Aberta, local de romaria.

Começava a ficar tarde, mas seguimos todos! Ninguem iria ficar para trás. Lentamente e com muito esforço, chegamos a Valença e encontramo-nos com os restantes domingueiros que fizeram o trilho a pé e que, simpaticamente, nos tinham facilitado a logistica dos transportes.



Mesa dos Quatro Abades, a pé

Após termos deixado os valentes domingueiros e as suas bicicletas em Ponte de Lima, seguimos em direcção ao lugar da Vacariça, da freguesia limiana de Refóios onde começava o nosso trilho.

Iniciamos a subida e fizemos o desvio recomendado até ao miradouro da Vacariça. Junto ao Penedo Branco vislumbramos uma magnifica vista sobre o rio, Ponte de Lima e aquilo que achamos ser Viana do Castelo mais ao fundo. De volta ao caminho seguimos por um atalho onde nos cruzamos com uma égua e o seu filhote adolescente que nos olhava, curioso, sem largar a sombra da sua mãe. Continuando a descida deparamo-nos com um touro do outro lado do monte, que nos olhava desconfiado. Como o vermelho predominava na indumentária de um dos abades domingueiros, logo vestiu uma camisola preta não fosse o touro ter ideias.

Descemos a montanha em direcção à mesa que tínhamos reservado, para quatro abades domingueiros e refastelamo-nos com as nossas saborosas sandes e bolinhos de bacalhau caseiros. Depois de comermos como uns abades e tirada a foto da praxe seguimos em direcção à aldeia Vilar do Monte onde começamos a subir, a subir e a subir. Essa parte o trilho deixou de estar bem sinalizado e tivemos inventar um caminho pelas giestas e algumas silvas. Após alguns metros encontramos uma nova marca que os confirmou que estávamos no caminho certo.

Continuamos a subir em direcção a lagoa dos salgueiros gordos, lagoa essa que os locais chamam de “poça”. Após uma pausa a fazer pontaria aos sapos residentes, continuamos o caminho a tentar adivinhar quais seriam os salgueiros mais gordos e se aquela seria mesmo a lagoa da descrição porque as placas estavam no chão e não havia vestígios de onde estariam colocadas. Começando a descida avistamos imensos cavalos e as suas crias em cima do monte. Sugeridas as devidas fotos ao fotógrafo de serviço seguimos até ao final do nosso trilho.

Chegados ao fim da nossa caminhada metemo-nos cada um em seu carro (para não haver misturas) e fomos até Valença.

Após a visita ao Forte de Valença e tiradas as sugestões de têxteis lar, sentamo-nos calmamente na esplanada à espera dos restantes domingueiros que iam lá ter de bicicleta. E foi assim que terminou o nosso dia de caminhada extra paralela a dura prova de BTT.