Serra da Estrela, 15 a 16 Março de 2008

Lagoa Comprida - Torre

Chegamos à Lagoa Comprida com muito vento (mesmo muito vento, ou não estivessemos na Serra mais alta de Portugal), muito frio e uma chuva insistente.
Com o famoso optimismo dos Domingueiros, lá fomos nós deixar um carro na Torre. Chegamos lá, já estava a nevar e o vento tinha piorado.
Definitivamente não estava bem!!!

Com o grupo novamente reunido decidimos ir apenas até a umas casas que ficam atrás da Lagoa, só mesmo para desentorpecer as pernas, pois o tempo parecia não ir permitir fazer o percurso inicialmente programado.
Mas o optimismo deu frutos!!! O tempo começa a abrir e chega-se a ver sol!!!
Continuamos pelo trilho que tinhamos programado e lá fomos nós serra adentro. Por vezes tinhamos que passar por um neveiro, o que obrigava a enterrar bem as botas e a algum equilibrio.
Conquistamos o Cume, zona mais alta daquele lado da montanha e chegamos à estrada, local para decidir se continuavamos a fazer o trilho ou não. Foi quando encontramos a Protecção Civil que alertou-nos para os perigos e aconselhou-nos a ir pela estrada. Mas agora nós temos total confiança no GPS e nos conhecimentos de leitura de cartas topograficas. Sem grandes exitações continuamos...

Esta zona na Serra começar a tornar-se cada vez mais bonita, diferente das restantes. Passamos entre duas lagoas e vamos lá subir mais um neveiro, este um pouco mais.
E subimos, e subimos, e subimos. Não havia que enganar, sempre que fosse a subir, tinhamos que ir por lá, que só parariamos quando não houvesse mais nada para subir ;)
Por vezes o vento, que continuava a nos acompanhar, mostrava ao longe a Torre, longe mas cada vez mais proxima...E acabamos por chegar lá, um pouco gelados, mas nada que não se resolvesse com uma bebida quente e um banho na Pousada.

Depois do Pico Ruivo (Madeira), a Serra da Estrela a pé (Portugal Continental). Está-se a ver onde isto nos leva...

Penhas Douradas

Quem vir as fotos, julga que fizemos uma grande viagem para o segundo dia. Sol, muito sol. Calor, algum calor. Nenhuma semelhança com o dia anterior, ou não estivessemos numa "Alta Montanha". Mas não! Chegamos a conseguir ver a Torre, mas "do outro lado".
Chegamos a Penhas Douradas, houve quem quisesse ficar por lá, num SPA com bom aspecto. Mas os restante não deixaram :)
O trilho passava por uma zona descampada e muito aberta. Via-se ao longe. E via-mos, praticamente desde o inicio, umas Penhas (do Hebraico: Montanha) que deram nome à zona. E não podiamos passar sem tentar chegar lá cima. A direcção do trilho alterou-se de imediato para passar por lá. Mas essa era a teoria, pois a pratica foi bem diferente. Aquela penha que se via ao longe não seria conquistada com essa facilidade! Era preciso escalar, e para tal, material, que não tinhamos... Mas colada a essa estava outra, 2 metros mais alta!! E com marco geodesico e tudo. Pronto já temos rumo.
Daí a vista era espectacular. Dava para ver Gredos, destino proxima de uma actividade, mas mesmo muito longe!!
Almoço, foto de grupo e vamos descer até à barragem. A descida foi completamente inventada! O prazer da descoberta e exploração. Sabiamos que havia mais à frente um caminho em terra e só tinhamos que ir para lá, o mais directo possivel. Por vezes tendo que contornar um obstaculo ou outro, lá chegamos.
E da barragem até ao carro só faltava uma subidona por estrada, que continuava curva atrás de curva.

Quando nos reencontramos despedimos-nos e fomos de viagem, sem que ninguem se lembrasse de passar pelo Mondeguinho, local de nascimento do rio Mondego. Mais uma razão para lá voltar...