Serra d'Arga, 18 de Novembro de 2007

O dia acordou muito frio, com termómetro a marcar -0.1ºC, ou seja, zero graus negativos :). Mas foi aquecendo, não chegando a primaveril apenas pela temperatura.

Fomos directos a Arga de Baixo (o nosso típico “directos”), onde deveria começar o trilho. Mas afinal não era bem ali, mas sim em S. João de Arga. O PDF do trilho começava mal :D

Como é no meio que está a virtude, resolvemos começar o trilho no Mosteiro (muito bonito por sinal), que fica a meio do percurso. E já agora, vamos fazer o trilho no sentido contrário ao indicado, para haver mais emoção.

Precisávamos de uma das famosas marcas (uma vez que o trilho está, supostamente, sinalizado), mas tivemos mesmo que começar sem elas, pois não havia nenhuma. Entretanto lá apareceu uma marca muito tímida, quase apagada, para nos confirmar que estávamos no caminho correcto.

O grande problema deste trilho é que está tão mal marcado que essa marca só tinha mais duas irmãs! Três marcas para 12 kms é pouco!!! Mas com o mapa e por vezes o GPS lá conseguimos fazer o trilho todo.

À medida que íamos subindo fomo-nos cruzando com grupos de motards, grupos de cavalos e grupos de montanheiros. Havia para todos os gostos. Aproveitamos para trocar umas impressões com o primeiro grupo de montanheiros, que para além de confirmar que o trilho continuava sem marcações, deu-nos uma pista valiosa: devíamos virar onde estavam os cavalos a pastar. Ok, vamos ver isso.

Perto do ponto mais alto de Caminha (houve quem fizesse trocadilhos com o ponto mais alto da caminha), lá estavam uns cavalos, e fomos marcar presença nos marcos geodésicos (tinha dois, um recente e um bastante antigo). Via-se o mar, Caminha, o monte Santa Tecla (em Espanha), o rio Minho, etc, etc. De perder a vista.

Bem, vamos lá continuar. Eii, onde andam os cavalos??? É, está visto que não dá para confiar em pontos de referência móveis hehehe. Valeu a intenção.

O almoço esteve dividido em grupos: o das sandes, o das sandes, o dos enchidos, o das sandes…. Pronto, está-se mesmo a ver por onde é que o pessoal dava uma fugida a ver se lhes tocava alguma coisa ;)

E descemos para a aldeia de São João de Arga, onde normalmente se começa este trilho. Para evitar sair da aldeia pelo local errado, continuamos a procurar uma marquinha que fosse. Só mesmo uma, mesmo que muito pequenina…. Mas nada. Demos uma volta a aldeia, e depois outra, e resolvemos ir até à igreja, que ninguém encontrava. A custo perguntamos a uma senhora que garantiu que cabíamos todos na igreja, e fomos até lá para ver onde começava o trilho na realidade. Então cruzamo-nos com outro grupo de montanheiros, até parece que foi combinado, e aproveitamos para trocar umas impressões. O quê, voltar a subir a montanha? Não, que nós estamos a fazer o trilho ao contrário. Pronto, vamos lá voltar a aldeia e, nas galinhas, viramos à direita :DD

O resto do trilho foi à descoberta. Descoberta do percurso com menos silvas, que estas eram bem bravas!!! Foi toda a gente a pensar: minha ricas perninhas…. Ai, ui, ai…mas nem um palavrão, que os Domingueiros são de outro nível :P

Olha ali ao fundo o Mosteiro! Ufa, estava complicado. Felizmente o tempo continuava a dar-nos tréguas, apesar das ameaças. Depois de uma última subida, por um caminho que foi há tempos muito percorrido, pois havia no meio do mato um cruzeiro (!!!), e seguindo quem conhecia aquela parte do percurso, chegamos.

Depois de um cafezito, de um bagaço com mel (houve quem abastecesse as garrafas que tinha para levar para casa!!!! A Escócia estraga uma pessoa ?), e de umas matrecadas, regressamos.

E por este ano está tudo. Venham daí ideias e sugestões para 2008.