Guimarães, 1 de Abril de 2007

A partida para mais um domingo ao ar livre foi dada às 8:30h “da madrugada”. Desta vez o destino foi o berço da nação, o trilho da Citânia, que, apesar do dia ser de enganos, veio a confirmar-se como o destino efectivo!! Por entre cafés, na já habitual estação de serviço de Santo Tirso, as conversas foram preenchidas pela notícia de última hora e confirmou-se que a Cristina não vem, está de “baixa”. (Aqui que ninguém nos ouve, rápidas melhoras Cristina!!).

Com o café tomado, seguimos em direcção a Guimarães. Até aí o percurso era conhecido e o grau de dificuldade era baixo, a partir daí… nada que não se resolvesse com mais uma ou outra volta, mais uma ou outra pergunta! Objectivo cumprido, eram 10h e estávamos no início do trilho, São Salvador de Briteiros. Estacionamos os carros e iniciou-se o ritual: preparar as mochilas, verificar “equipamento”, comer qualquer coisa, e ….onde é o café mais próximo? Meninas despachadas… em frente!

O primeiro upgrade do percurso surgiu logo ao início: 50 m até ao rio Febras. Ninguém hesitou. Chegamos perto do rio e logo as máquinas fotográficas foram postas em serviço. Voltamos ao percurso com a sensação que valeu a pena o desvio. Bem… nem todos! Houve alguém que meteu o pé na lama (ops, porque é que ninguém avisou que isto escorregava!!).

Logo à frente, surgiu o segundo upgrade a 800 m, Portuguediz. Desta vez pensamos… hummm, está bem, vamos lá ver! Percorremos um caminho muito bonito ao longo do rio, mas Portuguediz nunca mais chegava! Confesso que não cheguei a perceber se chegamos lá, mas que fomos bem acolhidos no local onde chegamos, não há dúvida! Uma senhora, entusiasmada com tanto movimento, insistiu que não voltássemos para trás, que por ali retomávamos o nosso caminho!! E ainda ficou para ver a foto de grupo. Um momento sempre divertido em que o João, e o João, preparam as máquinas e correm velozmente para o grupo na tentativa de se juntar aos restantes com ar de quem nunca saiu dali!! Mais uma vez foram bem sucedidos!

Continuando por estrada, seguimos até à Citânia de Briteiros, etapa central deste nosso percurso. 3 euros, alguém discorda!?? Claro que não, onde é que paramos para comer?

E, na expectativa de descobrirmos local certo para o almoço, subimos até à capela, por entre ruínas e arte rupestre que deixamos um pouco de lado! E foi mesmo aí que almoçamos, à espera que o sol aparecesse, cada vez mais escondido nas nuvens que não paravam de carregar. O sol não apareceu e o almoço foi rápido. Descemos novamente a encosta, agora mais atentos às ruínas. Procuramos arte rupestre onde as placas nos indicavam, mas não fosse a nossa guia improvisada e nem as teríamos visto. Obrigada Anabela!

Não deixamos a Citânia sem antes reunirmos na casa do concelho (onde tomamos decisões que, penso que todos os presentes concordarão, não poderei aqui revelar) e sem inspeccionarmos o balneário, localizado bem na base da encosta. Antes da saída, ainda tivemos direito a café ou sobremesa no bar da recepção, oportunidade rara no final destes almoços de domingo. (Perfeito, Perfeito era ter serviço de esplanada!!)

Iniciamos assim a segunda metade do percurso por um caminho que foi intercalando com pequenos troços de estrada, por entre espaços rurais. Pelo meio, visitamos um moinho reconstruído, onde aproveitamos a paragem também para reunir o grupo.

Chegados a São Salvador de Briteiros, as nuvens cada vez mais carregadas mostravam-nos que estivemos no timming certo. Não tardava a chover! De regresso aos carros e, apesar da chuva ser cada vez mais intensa, faltava ainda a conquista do castelo de Guimarães e os doces conventuais.

Seguimos então para o centro de Guimarães e, pelo meio da chuva e desistentes, percebemos que entre visita ao castelo à chuva ou doces conventuais a opção só podia ser uma: os doces!

E foi na câmara de Guimarães, onde decorria a feira, que terminamos o nosso passeio, por entre doces conventuais, desejos de boa Páscoa, desejos de boas férias e um… até Barcelona!!


Até lá!