Arouca, 25 de Fevereiro de 2007

O relógio oficial dos Domingueiros, sempre procedendo à contagem decrescente para mais uma caminhada, parou às 9h do dia acima referido. Desta vez o local de encontro, e para ser diferente do habitual, foi nada mais que …uma estação de serviço (a de Gaia).

Estranhamente todos foram muito pontuais, e ignorando o sentimento habitualmente presente de que algo de errado sempre acontece, tomamos o cafezinho da praxe e lá fomos. …Humm….bem, todos menos uma certa mochila, provocando assim com a sua recuperação, um atraso no 2º ponto de encontro: Arouca city.

Chegados a Arouca, verificamos que o S. Pedro também tinha escolhido aquela região para passar um tempinho, mas mesmo assim nada demoveu 25 Domingueiros destemidos, determinados e... demolhados!

Assim, os Caminhos do Sol Nascente foram transformados nos "Caminhos da Chuva Decrescente", que por sinal de decrescente, o caminho não tinha nada, apenas subidas atrás de subidas e cada qual com maior declive!

Mais tarde claro, o Sol nascente acabou por não faltar a esta caminhada, brindando-nos assim com uma tarde bastante ensolarada!

A paisagem do trilho escolhido era muito bonita, caracterizada para além de um conjunto de cores variadas, por um marcante corredor de folhas outonais, transmitindo-nos dessa forma uma enorme calma e serenidade (isto é, se tirássemos a parte em que os “bofes” quase nos saltavam da boca, devido às escandalosas subidas).

Entretanto, o almoço deste dia aconteceu na "cantina" da escola local, onde foi servida uma refeição "volante" essencialmente à base de "frios", e onde até não faltou um cafezinho! (não obstante um pouco caro – constou-se o preço de 5€, tendo subido para 10€ passado dois minutos da 1ª oferta)

Mas o ponto alto desta caminhada foi, sem dúvida, a travessia de um riacho que obrigou a variadas façanhas e colocou à prova a experiência e perícia dos Domingueiros. Após algumas tentativas de construção de uma passagem, com a coordenação de Engenheiro conceituado, optou-se por atravessar com a ajuda (mais até psicológica) de uma corda. Com esta travessia, aproveitou-se ainda para testar uma série de botas “duvidosas”......algumas das quais chumbaram redondamente ao teste de prova de água!

Bom, outro momento marcante desta caminhada foi o resgate de um guarda-chuva que caiu mesmo no meio do referido riacho. Apesar de uma insistência, que se verificou pouco consistente, para deixar para trás o elemento de protecção contra a chuva, a questão terminou com um mergulho cavalheiresco do tipo "empranchado"..., mas ao contrário....só visto.

No caminho de volta ainda houve um breve insurgimento contra a calma do grupo, na tentativa de se fazer um remake do D. Quixote contra os moinhos de vento. Felizmente os Domingueiros em geral, e o pessoal cansado em particular, é ajuizado e votou no regresso conforme o previsto.

Perto do fim, conseguiu-se ainda fazer um lanchezinho num coreto bastante típico, mas ao mesmo tempo inovador devido à decoração envolvente bastante original e íntima.

De referir a sinalização que encontramos no trilho desta caminhada, já eleita como uma das mais bem marcadas, poupou o "famoso" GPS, não havendo lugar a qualquer desvio não programado... o que todos concordamos, só acontece "muito raramente e quase nunca"!

Alguns ainda foram visitar a Senhora da Mó, …outros não.

Como não podia deixar de ser, a caminhada terminou com uma degustação das especialidades da terra: Pão-de-Ló e Castanhas de Arouca, verdadeiras delícias....