Caramulo, 19 Novembro 2006

Ora bem, cá estamos nós no Caramulo. Veículos estacionados, começa-se por “trincar” qualquer coisita pois espera-nos uma caminhada pela frente, portanto há que ir esticando as pernas e retemperar forças com o estômago composto. Alguns elementos preparam os auxiliares das rotas (entenda-se mapa, gps, …) para se começar a traçar o percurso (sim, sim começar…porque pelo que se ouviu o percurso ainda não estaria bem definido :-) !!!).

Decidiu-se então que deveríamos ir de carro (que grandes caminheiros, sim senhor!!) até outro local para daí fazermos o ponto de partida.

O tempo estava inconstante, de vez em quando o sol ia-se escondendo atrás das nuvens, fazendo prever alguma chuva…mas nada que intimidasse alguém! (não, pois não?)

Começámos então o percurso pela rota do Carvalhinho. Após as primeiras escorregadelas, surgem umas casas e as dúvidas do caminho a seguir. Aqui decide-se perguntar a uma senhora que estava por ali, que nos aconselha a não ir pelo caminho que tínhamos indicado (porque seria? alguém sabe?). Sem desprezo pelas indicações dadas e como verdadeiros aventureiros, continuámos a nossa caminhada.

Caminhando e aproveitando a maravilhosa paisagem envolvente, surge uma pequena (ou grande?) dificuldade: à nossa frente um riacho com uma corrente de água enoorrme (que exagero!!!) que tinha de ser ultrapassado. Ouve-se então alguém gritar: “Arranjem umas pedras!!” Com toda a boa vontade lá se arranjaram umas pedras que à medida que se colocavam submergiam na “profundidade” :-) do riacho. Até que surge uma pedra de razoáveis dimensões e…splash!! Alguns salpicos, mas nada de problemático, comparando com os “salpicos” que caíram depois de almoço! E assim, um por um lá fomos passando para a outra “margem” :-) .

A partir daqui, a chuva começou a dar os ares de sua graça, a nossa sorte foi que o sol não queria ficar atrás e também ia espreitando, foi pena só ter sido até à hora de almoço.

Pois é, perto das 13h começaram a ouvir-se algumas vozes: “Não é melhor parar para almoçar?”, “Já estou com fome”, “É melhor almoçar antes que chova”. E foi mesmo isso que fizemos, ficámos por ali e dedicámo-nos ao almocito.

Depois do almoço as coisas complicaram-se um pouco. Não encontrávamos o trilho que nos conduzia ao ponto mais alto (às antenas – o ponto de referência) e para dificultar começou a chover bastante. Decidiu-se então voltar atrás e seguir caminho para a vila do Caramulo, quase sempre debaixo de chuva.

Como grandes entusiastas, não podíamos ir embora sem a passagem no emblemático Caramulinho. Fomos de carro (ai, ai, outra vez?) até à zona mais baixa e foi ver os “meninos” (as “meninas” optaram por ficar no aconchego dos carros) a subir e a desaparecerem pelo nevoeiro.

E marcada a presença no Caramulinho, rumámos até à pastelaria da vila para um reconfortante chá, café, galão ou aquilo que mais apetecia.

Tirada a foto de grupo, chegam as despedidas esperando pelos desafios que aí vêm em 2007!

Que apareçam sugestões, não é isso?