Brufe, 12 de Maio de 2013
Que belo dia de primavera para percorrer a Serra Amarela, desta vez até às antenas e até ao seu ponto mais alto, o Alto da Louriça, a 1359 metros!
Será que é desta? Claro que sim, com o patrocínio de S. Pedro, com tempo excelente e grupo cheio de energia positiva, que resultado senão missão cumprida em pleno!
Encontro na bela aldeia de Brufe, mais precisamente ao pé da ponte. Deu tempo para alguns elementos irem à aldeia tomarem um cafezinho enquanto esperávamos por mais alguns elementos do grupo.

Por volta das 10h lá começamos nós a seguir os passos que o escritor Miguel Torga percorreu outrora!
25 de Julho de 1945, Miguel Torga descreveu nos seus Diários um “dia pela Serra Amarela, a percorrer vezeiras, a visitar fojos de lobos e a quebrar a cabeça no enigma de quinze ou vinte casarotas perdidas numa chapada”.

A subida foi agradável e serena. Na parte inicial acompanhamos parte do percurso da grande rota.
Gostei de ver que a natureza de um ano para o outro tratou de regenerar-se dos últimos incêndios!
E lá fomos subindo, subindo, grandes mariolas a indicar-nos o caminho, primeiro vemos timidamente Vilarinho das Furnas e à medida que contornamos a serra para o lado de lá, começamos a avistar Ponte da Barca, o Rio Lima, a Albufeira de Lindoso!

Ora, a partir de determinada altura acompanhamos a chamada Chã do Muro e o Muro, que divide o distrito de Viana do Castelo e de Braga e já com as antenas lá em cima e ao nosso alcance, lá continuamos a subida!
Chegados ao topo da Serra Amarela foi merecido uma bela pausa para almoçar, descansar, conviver, e apreciar as paisagens... o Vale do Rio Homem, Pico da Nevosa, Pé de Cabril, Calcedónia, enfim, tudo o que os nossos olhos pudessem alcançar!
Ora todos a postos novamente, lá rumamos nós às famosas Casarotas!
Bastante destruídas, mas nem por isso sem suscitarem algo de enigmático, místico...

Enquanto fizemos a cumeada pelo outro lado, contemplamos plenamente Vilarinho das Furnas, o fojo do Lobo de Vilarinho... e animais selvagens no auge da procriação!!!
Algum corta mato de regresso à aldeia e finalmente lá chegamos!
Alguns elementos não resistiram em visitar o Restaurante Abocanhado!
Bem, a passagem pela Fenda da Calcedónia terá que ficar para outro dia, pois este já ficou repleto de emoções!